Brasil bate recorde no iF Design Award 2026 com 112 projetos vencedores

País atinge marca histórica na premiação alemã e consolida o design brasileiro entre os protagonistas globais

O Brasil alcançou um feito inédito no cenário internacional ao conquistar 112 projetos premiados no iF Design Award 2026, estabelecendo um novo recorde histórico para o país na tradicional premiação alemã. O número consolida o design brasileiro como um dos destaques da edição e reforça sua competitividade em uma das mais respeitadas e rigorosas avaliações do setor.

Criado em 1954 e sediado em Hannover, o iF Design Award é referência global e avalia critérios como inovação, funcionalidade, impacto, sustentabilidade e qualidade estética. A cerimônia oficial ocorrerá em 27 de abril, no Friedrichstadt-Palast, em Berlim.

Entre os vencedores brasileiros estão marcas, designers e estúdios que vêm fortalecendo a presença nacional no circuito internacional. Confira alguns deles:

Itens: artesanato, território e narrativa contemporânea

A itens celebra premiações com três coleções assinadas por Juliana Pippi, Mariana Prestes e Ana Neute, sob direção criativa de Mariana Amaral.

A Coleção Cipó, de Juliana Pippi, combina cordas de sisal trançadas manualmente com esferas de vidro soprado, criando luminárias de presença escultórica e composição modular. O contraste entre a fibra natural e o vidro reforça a identidade orgânica da peça.

Já a Coleção Vida, assinada por Mariana Prestes, homenageia o cardeal-amarelo, ave ameaçada de extinção no sul do Brasil. A luminária articula linhas retas e curvas que evocam as coxilhas do Pampa, propondo uma reflexão sobre coexistência entre atividade humana e preservação ambiental.

A coleção REDOMA, de Ana Neute, parte da renda Renascença produzida pelas Rendeiras da Aldeia, em Carapicuíba. Protegida por estruturas de vidro jateado e transparente, a renda é iluminada internamente, criando um efeito etéreo que simboliza preservação e valorização de saberes ancestrais.

Linda Martins e o mobiliário modernista revisitado

Pela terceira vez vencedora do prêmio, Linda Martins foi reconhecida na categoria Produto com a cadeira Alma, desenvolvida para a Doimo Brasil.

Inspirada no mobiliário modernista, a peça parte de uma estrutura metálica revestida em couro natural, que desenha toda a silhueta da cadeira. Os braços, levemente projetados para fora do encosto, criam um contraste visual entre leveza e estrutura, enquanto o couro tensionado garante estabilidade e durabilidade.

O reconhecimento amplia a projeção internacional do trabalho da designer e reafirma o mobiliário brasileiro no circuito global.

Decameron amplia histórico de conquistas

Na categoria Furniture/Home Decoration, a Decameron venceu com a Coleção Porto, assinada por Marcus Ferreira.

Inspirada na simbologia dos portos – lugares de chegada, encontro e acolhimento – a linha é composta por sofá e chaises que exploram camadas sutis de madeira laminada, estrutura em aço e estofamento de conforto prolongado. A coleção equilibra racionalidade construtiva e atmosfera afetiva, transformando o mobiliário em convite à convivência.

Com a nova vitória, a Decameron acumula dez prêmios no iF Design Award, consolidando sua trajetória internacional.

O recorde de 112 projetos premiados em 2026 não apenas evidencia a maturidade do design brasileiro, mas também sinaliza sua capacidade de dialogar com questões contemporâneas – sustentabilidade, identidade cultural, inovação técnica e impacto social — em escala global.

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